Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiram para 200 mil na semana encerrada em 2 de maio, informou nesta quinta-feira (7) o Departamento do Trabalho dos EUA. O número representa alta de 10 mil pedidos em relação à semana anterior, em um momento em que investidores seguem monitorando sinais de desaceleração da economia americana.
Apesar da alta semanal, os dados mostram que o mercado de trabalho dos EUA continua relativamente estável. A média móvel de quatro semanas, considerada menos volátil, caiu para 203,2 mil pedidos, uma redução de 4,5 mil na comparação semanal.
O número de pessoas que continuam recebendo seguro-desemprego também recuou. O total ficou em 1,766 milhão na semana encerrada em 25 de abril, queda de 10 mil em relação ao período anterior. Já a taxa de desemprego segurado permaneceu estável em 1,2%.
Os dados não ajustados sazonalmente mostraram leve aumento de 0,2% nos pedidos, contrariando a expectativa de queda para o período. Segundo o relatório, fatores sazonais indicavam uma redução de cerca de 4,8%.
Entre os estados, Rhode Island registrou a maior alta nos pedidos de auxílio-desemprego, com avanço de 2.037 solicitações. O governo local atribuiu o movimento a demissões nos setores de transporte, armazenagem, hospedagem e alimentação.
Por outro lado, Nova York apresentou a maior queda semanal, com redução de 10.952 pedidos. O estado informou menos demissões nos setores de transporte, hotéis, restaurantes e educação.
Os números reforçam um cenário de desaceleração moderada no mercado de trabalho americano, mas ainda sem sinais amplos de deterioração. Economistas acompanham os dados de seguro-desemprego porque eles funcionam como um dos principais indicadores antecedentes da economia dos Estados Unidos.
Mesmo com oscilações semanais, os pedidos seguem em níveis historicamente baixos, indicando que as empresas continuam demitindo pouco em comparação com períodos de recessão econômica.



