O IPCA, índice oficial da inflação do Brasil divulgado pelo IBGE, subiu 0,67% em abril de 2026, impulsionado principalmente pela alta dos alimentos. O avanço foi registrado em várias capitais do país e mostrou nova pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras, especialmente nos itens básicos da alimentação.
O grupo Alimentação e bebidas teve alta de 1,34% no mês, enquanto a alimentação no domicílio avançou 1,64%, ficando bem acima da inflação geral. Produtos como leite longa vida, carnes, cenoura, cebola e tomate ficaram entre os principais responsáveis pela aceleração do índice.
O leite longa vida chamou atenção ao subir 13,66% em abril. Em algumas capitais, a alta foi ainda maior. Curitiba registrou avanço de 16,50%, enquanto Porto Alegre teve alta de 15,76%.
Entre os alimentos in natura, a cenoura disparou 26,63% no mês. A cebola subiu 11,76%, enquanto a melancia avançou 13,77%. O tomate também voltou a subir e registrou alta de 6,13% no país.
As carnes também pressionaram a inflação. O grupo registrou alta de 1,59% em abril. Alguns cortes tiveram aumentos ainda maiores, como o peito bovino, que subiu 6,89%, e a costela, com avanço de 2,95%.
Apesar da forte pressão nos alimentos, alguns produtos ajudaram a conter uma inflação ainda maior. O açúcar refinado caiu 1,48% no mês, enquanto o macarrão recuou 0,21%. A carne de porco também apresentou queda de 1,93%.
Os dados mostram ainda diferenças importantes entre as regiões do país. Belém registrou o maior IPCA do mês, com alta de 1,08%. Já São Paulo teve inflação de 0,55%, abaixo da média nacional.
No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,39%. O resultado mantém a inflação acima do centro da meta acompanhada pelo Banco Central e reforça a atenção do mercado sobre os próximos passos da política de juros no país. : IPCA acumula 4,39% em 12 meses e alta dos alimentos pressiona inflação no Brasil
Como o IPCA impacta o custo de vida dos brasileiros
O IPCA é o principal indicador usado pelo Banco Central para acompanhar a inflação oficial do país. O índice mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas do Brasil.



