A Equatorial (EQTL3) informou nesta terça-feira (13) que registrou lucro líquido ajustado de R$ 359 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 23,6% na comparação anual. Apesar da retração no lucro, a companhia apresentou crescimento operacional, com avanço de 11,3% no EBITDA ajustado, que somou R$ 2,879 bilhões no período. Segundo a empresa, o resultado foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras em meio aos juros elevados e ao crescimento da dívida.
A receita operacional líquida da companhia chegou a R$ 12,75 bilhões entre janeiro e março, alta de 12% sobre o mesmo período de 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão da operação de distribuição de energia, aumento do mercado fio-B e melhora das tarifas reguladas.
O EBITDA ajustado da Equatorial avançou de R$ 2,587 bilhões para R$ 2,879 bilhões em um ano. A empresa afirmou que o desempenho foi sustentado pelo crescimento da margem bruta das distribuidoras e pela contribuição maior da participação na Sabesp.
A equivalência patrimonial da Sabesp atingiu R$ 254 milhões no trimestre, avanço de R$ 40 milhões em relação ao ano anterior. O resultado reforçou a importância crescente do investimento da Equatorial na companhia de saneamento.
Ao mesmo tempo, o resultado financeiro piorou. As despesas financeiras líquidas ficaram negativas em R$ 1,504 bilhão no trimestre, aumento de 9,5% frente ao primeiro trimestre de 2025. A empresa atribuiu a piora ao avanço do CDI, principal indexador da dívida, e ao aumento do saldo de endividamento.
A dívida bruta consolidada da Equatorial encerrou março em R$ 57,1 bilhões. Já a dívida líquida ficou em R$ 44,3 bilhões. Mesmo assim, a relação dívida líquida/EBITDA caiu de 3,2 vezes para 2,7 vezes, refletindo o crescimento operacional e o reforço de caixa.
A companhia informou que encerrou o trimestre com R$ 11,6 bilhões em disponibilidade e aplicações financeiras, equivalente a 2,5 vezes a dívida de curto prazo. O prazo médio da dívida também aumentou de 5,6 anos para 6,1 anos.
Os investimentos consolidados somaram R$ 2,585 bilhões no trimestre, alta de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A maior parte dos recursos foi direcionada para expansão e modernização das distribuidoras de energia.
Equatorial (EQTL3) melhora operação das distribuidoras
A área de distribuição seguiu como principal motor da companhia no trimestre. O mercado fio-B consolidado cresceu 3,8%, enquanto as perdas totais ficaram abaixo do nível regulatório.
A Equatorial também informou redução do DEC em cinco das sete distribuidoras do grupo e atingimento do FEC em todas as concessões. Os indicadores medem a duração e frequência das interrupções no fornecimento de energia.
Segundo a empresa, as distribuidoras do Maranhão, Pará, Alagoas, Amapá e Goiás apresentaram melhora operacional no período. Já Piauí e Rio Grande do Sul sofreram impacto de chuvas mais intensas entre janeiro e março.
Os custos operacionais, porém, seguiram pressionados. O PMSO ajustado avançou 15% no trimestre, acima da inflação acumulada no período. A alta foi puxada principalmente pelo aumento de despesas com pessoal, provisões e expansão operacional.
A Equatorial também destacou captações de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre e outros R$ 1,7 bilhão levantados em abril. Segundo a companhia, as operações ajudaram a alongar o perfil da dívida e reduzir o spread médio das captações atreladas ao CDI.
No segmento ESG, a empresa informou melhora em indicadores ambientais e aumento dos investimentos sociais. Por outro lado, o número de óbitos envolvendo empregados próprios e terceiros subiu em relação ao mesmo período do ano anterior.



