O IGP-10 desacelerou forte em maio e subiu 0,89%, após registrar alta de 2,94% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (18). O movimento foi puxado principalmente pela queda nos preços de commodities e matérias-primas, com destaque para minério de ferro, álcool anidro, cana-de-açúcar e café em grão.
Segundo a FGV, o principal fator para a desaceleração do índice foi o enfraquecimento da inflação no atacado. O IPA, que mede os preços ao produtor, caiu de 3,81% em abril para 0,95% em maio. Dentro do indicador, as Matérias-Primas Brutas praticamente perderam força, passando de alta de 7,01% para apenas 0,06% no período.
IGP-10 desacelera com queda do minério de ferro e recuo das commodities agrícolas
O minério de ferro foi um dos itens que mais influenciaram o resultado. O produto saiu de alta de 3,21% em abril para queda de 4,67% em maio. Também tiveram recuo relevante os preços do álcool etílico anidro, da cana-de-açúcar, do café em grão e dos suínos.
A desaceleração do IGP-10 ocorre em meio à perda de força das commodities no mercado internacional e ao alívio em parte dos custos industriais e agropecuários. Para economistas, o movimento ajuda a reduzir a pressão inflacionária sobre empresas e consumidores. Veja também: IGP-10 de março de 2026: deflação menor e IPC sobe 0,03%
Além do atacado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou. O indicador passou de 0,88% em abril para 0,68% em maio. O principal alívio veio dos grupos Transportes, Alimentação e Vestuário.
Transportes saiu de alta de 2,31% para 0,29% no período. Já Alimentação desacelerou de 1,41% para 1,22%. Vestuário passou de alta de 0,40% para queda de 0,07%.
Por outro lado, alguns grupos ainda mostraram pressão inflacionária. Saúde e Cuidados Pessoais acelerou de 0,31% para 1,00%, enquanto Habitação avançou de 0,35% para 0,71%.
Na construção civil, o INCC teve alta de 0,86% em maio, ligeiramente abaixo dos 0,88% registrados no mês anterior. O grupo Materiais e Equipamentos acelerou, mas houve desaceleração em Serviços e Mão de Obra.
Com o resultado de maio, o IGP-10 acumula alta de 3,48% no ano e avanço de 1,46% em 12 meses. Em maio de 2025, o índice havia registrado queda de 0,01%.
A FGV destacou que o recuo das matérias-primas foi decisivo para conter a inflação neste mês, embora ainda existam pressões em alguns produtos industriais e bens intermediários.
O comportamento do índice é acompanhado de perto pelo mercado financeiro porque influencia expectativas para inflação, juros e custos da economia brasileira. veja tambem



