O IPCA, índice oficial da inflação do Brasil divulgado pelo IBGE, acumulou alta de 4,39% nos últimos 12 meses até abril de 2026. O avanço foi puxado principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos, com destaque para leite longa vida, carnes, cenoura e outros itens básicos da alimentação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira e mostram pressão maior no custo de vida das famílias brasileiras.
O grupo de Alimentação e bebidas acumulou alta de 2,69% em 12 meses, enquanto a alimentação dentro de casa teve avanço de 1,34%. Alguns produtos registraram aumentos muito acima da inflação geral, principalmente hortaliças, legumes e proteínas.
Entre os destaques, a cenoura acumulou alta de 54,90% em 12 meses. Em Curitiba, o avanço chegou a 81,08%. A cebola subiu 14,19% no período, enquanto as carnes tiveram alta acumulada de 7,45%.
O leite longa vida também voltou a pressionar os índices. O produto acumulou alta de 3,26% em 12 meses, mas apresentou forte aceleração apenas em abril, quando subiu 13,66% no país. Em algumas capitais, a alta mensal passou de 15%.
Apesar da pressão nos alimentos, alguns itens ajudaram a conter uma inflação ainda maior. O arroz acumulou queda de 21,61% em 12 meses, enquanto o açúcar cristal recuou 14,48%. O ovo de galinha também caiu 13,33% no período.
Os dados mostram ainda grande diferença entre as regiões do país. Belém registrou inflação acumulada de 4,41% e teve o maior IPCA mensal entre as capitais pesquisadas em abril, com alta de 1,08%. Já Curitiba teve inflação acumulada menor, de 3,33% em 12 meses.
Analistas acompanham os números com atenção porque os alimentos têm forte impacto no orçamento das famílias e influenciam diretamente a percepção da inflação pela população. A aceleração em itens essenciais pode aumentar a pressão sobre os juros e dificultar cortes mais rápidos na taxa básica da economia.
Como funciona o IPCA e por que o índice é importante para a economia brasileira
O IPCA é o principal indicador usado pelo Banco Central para acompanhar a inflação oficial do país. O índice mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas do Brasil.



