A TAEE11 registrou crescimento de receita, EBITDA e lucro líquido regulatório no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela entrada em operação de novos projetos de transmissão de energia e pelo reajuste da Receita Anual Permitida (RAP). Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (6), no Rio de Janeiro.
A receita líquida regulatória da companhia somou R$ 655,5 milhões entre janeiro e março, alta de 9,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o EBITDA regulatório avançou 10,3%, para R$ 562,1 milhões, enquanto o lucro líquido regulatório cresceu 2,3%, alcançando R$ 192,6 milhões.
Segundo a empresa, o desempenho foi beneficiado pela entrada em operação de Pitiguari, pelas energizações parciais de Tangará e Saíra, além de reforços em concessões como São Pedro, TSN e ATE III. O reajuste inflacionário da RAP também ajudou o resultado do trimestre.
A margem EBITDA ficou em 85,8%, avanço de 0,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A companhia também destacou uma redução de 54,8% na Parcela Variável (PV), indicador ligado à indisponibilidade do sistema de transmissão.
Apesar da melhora operacional, o lucro cresceu em ritmo menor que a receita e o EBITDA. A empresa apontou aumento de impostos e avanço das despesas com depreciação e amortização como fatores que limitaram o crescimento da última linha do balanço. A depreciação subiu 41,2% no período devido à entrada de novos ativos em operação.
Os custos e despesas operacionais também avançaram. O PMSO da companhia cresceu 5,8%, puxado principalmente por reajustes salariais e pagamento de participação nos lucros e resultados (PLR).
Na área financeira, a despesa financeira líquida caiu 10,3% na comparação anual. A empresa atribuiu o movimento ao menor impacto da inflação sobre dívidas indexadas, redução da exposição cambial e melhora em outras despesas financeiras.
A TAESA também manteve forte ritmo de investimentos. O CAPEX somou R$ 312,2 milhões no trimestre, alta de 16,6% em relação ao mesmo período de 2025. Os recursos foram direcionados principalmente para os projetos Ananaí, Juruá e reforços em ATE e ATE III.
No trimestre, a companhia realizou a 21ª emissão de debêntures, levantando R$ 800 milhões. A dívida líquida encerrou março em R$ 10,2 bilhões, alta de 3,9% frente ao quarto trimestre de 2025. A alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre EBITDA ficou em 4,2 vezes.
Mesmo com o aumento da dívida e do volume de investimentos, a empresa manteve sua política de distribuição de proventos. O conselho aprovou R$ 192,6 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalente a 100% do lucro líquido regulatório do trimestre. O pagamento será realizado em agosto.



