A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou lucro líquido de R$ 341 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela valorização do alumínio no mercado internacional, melhora operacional e avanço do negócio de energia. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela companhia.
O EBITDA ajustado da empresa somou R$ 466 milhões entre janeiro e março, crescimento de 8% na comparação anual. A margem EBITDA avançou de 18% para 20%, enquanto a receita líquida ficou praticamente estável em R$ 2,3 bilhões.
Segundo a companhia, o cenário global do alumínio permaneceu favorável no trimestre. O preço médio do metal na London Metal Exchange (LME) atingiu US$ 3.199 por tonelada, alta de 22% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e o maior patamar dos últimos quatro anos.
A CBA afirmou que o desempenho operacional foi beneficiado pela melhora dos preços do alumínio em reais, maior eficiência operacional e aumento da geração própria de energia, que ajudou a reduzir custos.
O custo médio de produção do alumínio líquido caiu 6% na comparação com o trimestre anterior, para R$ 12.046 por tonelada. A empresa destacou que a maior geração própria de energia contribuiu para a redução das despesas operacionais.
O segmento de energia também ganhou relevância no resultado. A receita da área avançou 55% em um ano, chegando a R$ 144 milhões. O crescimento foi impulsionado pelo maior volume de energia excedente disponível para venda e pelos preços mais altos no mercado.
Já o volume total de vendas de alumínio ficou praticamente estável no trimestre, em 122 mil toneladas. O segmento de alumínio primário cresceu 5%, enquanto reciclagem registrou queda de 8% nas vendas. Segundo a empresa, o aumento dos preços do alumínio e o ambiente econômico mais restritivo afetaram a demanda da cadeia de reciclagem.
Outro destaque do trimestre foi a melhora no resultado financeiro. A companhia registrou resultado financeiro positivo de R$ 122 milhões, revertendo perdas registradas nos períodos anteriores. A CBA atribuiu o movimento principalmente à valorização do real frente ao dólar e ao desempenho de instrumentos derivativos e operações de hedge.
Na estrutura de capital, a dívida líquida caiu para R$ 3,1 bilhões ao fim de março, ante R$ 3,3 bilhões em dezembro. A alavancagem recuou de 2,97 vezes para 2,71 vezes.
A empresa também destacou avanços na agenda ESG. Segundo a companhia, a refinaria de alumina manteve a melhor performance mundial em emissões de carbono no setor, enquanto as emissões da operação de alumínio ficaram cerca de quatro vezes abaixo da média global da indústria.
Além dos resultados operacionais, a CBA segue no centro de uma operação societária relevante. Em janeiro, a Votorantim anunciou acordo para venda de sua participação de controle na companhia para um consórcio formado pela chinesa Chalco e pela anglo-australiana Rio Tinto. A transação ainda depende de aprovações regulatórias.



