A Cogna Educação registrou lucro líquido de R$ 141,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 48,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia também ampliou receita, geração de caixa e reduziu sua alavancagem financeira, impulsionada principalmente pelo desempenho da divisão de Educação Básica e pelo avanço do programa federal PNLD. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (6).
A receita líquida da empresa somou R$ 2,1 bilhões no trimestre, crescimento de 31,9% na comparação anual. Já o EBITDA recorrente atingiu R$ 679,6 milhões, avanço de 22,2%. A geração de caixa livre cresceu 68,7%, chegando a R$ 252,5 milhões.
O principal destaque do período foi a divisão de Educação Básica, formada pela integração entre Vasta e Saber. A área teve receita líquida de R$ 950,8 milhões, alta de 72,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), cujo faturamento foi parcialmente deslocado do quarto trimestre de 2025 para o início de 2026.
A receita ligada ao PNLD somou R$ 307,7 milhões no trimestre. A Cogna também afirmou ter ampliado sua participação de mercado no programa do Ensino Médio, alcançando 30% de market share, avanço de 8 pontos percentuais.
Na divisão de Ensino Superior, a Kroton apresentou crescimento mais moderado. A receita líquida avançou 10,9%, para R$ 1,2 bilhão. O desempenho foi sustentado pelo aumento da base de alunos presenciais e semipresenciais, além da alta do ticket médio.
A companhia informou que a captação total de alunos caiu 14,2% no trimestre, pressionada principalmente pela retração de 32,2% no EAD. Segundo a empresa, o resultado foi impactado por mudanças regulatórias do Ministério da Educação (MEC) e pela suspensão temporária da oferta de enfermagem semipresencial em parte dos polos.
Mesmo com o avanço do EBITDA, a margem operacional sofreu pressão. A margem EBITDA recorrente caiu 2,5 pontos percentuais no consolidado. De acordo com a Cogna, isso ocorreu porque o PNLD possui margens menores que outras áreas do negócio, aumentando o peso de operações menos rentáveis no trimestre.
A empresa também destacou melhora na estrutura financeira. A dívida líquida caiu para R$ 2,78 bilhões, enquanto a alavancagem recuou de 1,28 vez para 1,13 vez em 12 meses. A companhia atribuiu o movimento às operações de gestão de passivos realizadas ao longo de 2025 e 2026, incluindo pré-pagamento de dívidas e alongamento de vencimentos.
Outro ponto observado no trimestre foi o aumento das despesas corporativas e das provisões para devedores duvidosos (PCLD), reflexo do cenário regulatório mais competitivo e da estratégia de ampliar parcelamentos para alunos, segundo a empresa.
A Cogna afirmou ainda que segue focada em geração de caixa, eficiência operacional e expansão de negócios com maior valor agregado, especialmente nas modalidades presencial e semipresencial.



