A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 113,8% em relação ao trimestre anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás, valorização do real frente ao dólar e melhora do desempenho do refino. Os números foram divulgados no relatório financeiro da companhia referente ao 1T26.
A Petrobras também informou EBITDA ajustado de R$ 59,7 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA recorrente, sem eventos extraordinários, alcançou R$ 61,7 bilhões. O fluxo de caixa operacional somou R$ 44,2 bilhões.
Segundo a estatal, o desempenho operacional foi sustentado pela forte produção de óleo e gás, que cresceu 3,7% em relação ao quarto trimestre de 2025. A companhia destacou ainda recordes operacionais no pré-sal e maior eficiência no parque de refino.
Refino impulsiona resultado da Petrobras
O segmento de Refino, Transporte e Comercialização foi um dos principais destaques do trimestre.
O lucro operacional da área chegou a R$ 18,5 bilhões no 1T26, alta de 194,2% frente ao trimestre anterior. Já o EBITDA ajustado do segmento alcançou R$ 20,2 bilhões.
A Petrobras atribuiu o desempenho:
- ao aumento da cotação do Brent;
- à maior utilização das refinarias;
- à redução das importações de derivados;
- e às maiores margens na exportação de óleo combustível.
O custo unitário do refino caiu 2,1% na comparação trimestral, segundo a companhia.
Produção recorde e foco no pré-sal
A área de Exploração e Produção continuou sendo a principal fonte de geração de caixa da estatal.
A receita do segmento somou R$ 84,1 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado alcançou R$ 54,2 bilhões.
A Petrobras informou que o aumento da produção foi favorecido pelo avanço dos projetos no pré-sal da Bacia de Santos e pela entrada de novas plataformas.
Entre os destaques está o início antecipado da operação da plataforma P-79, do projeto Búzios 8, com capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia.
Os investimentos da companhia totalizaram R$ 26,9 bilhões no trimestre, concentrados principalmente nos projetos do pré-sal.
Caixa perde força apesar do lucro maior
Mesmo com a alta do lucro líquido, a geração de caixa perdeu força no trimestre.
O fluxo de caixa operacional caiu 17,3% em relação ao quarto trimestre de 2025. Segundo a Petrobras, o resultado foi impactado pelo aumento dos estoques, exportações ainda em andamento e efeitos negativos do capital de giro.
A estatal afirmou que parte da alta recente do petróleo ainda não apareceu totalmente nas receitas do trimestre devido ao modelo de precificação das exportações, principalmente para o mercado asiático. A expectativa da companhia é que esse impacto seja percebido com mais intensidade no segundo trimestre de 2026.
Dívida sobe e Petrobras aprova dividendos
A dívida líquida da Petrobras encerrou março em R$ 326,2 bilhões, alta de 2,5% em relação ao fim de 2025. Já a dívida bruta atingiu R$ 374,2 bilhões.
Mesmo com o aumento do endividamento, a companhia afirmou que os indicadores de alavancagem permaneceram estáveis.
A Petrobras também aprovou R$ 9 bilhões em dividendos relacionados ao resultado do primeiro trimestre de 2026.
Além disso, a estatal informou ter pago R$ 72,4 bilhões em tributos à União, estados e municípios no período.



