O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,41% em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) no Brasil. O indicador acelerou em relação ao avanço de 1,14% registrado em março e mostrou uma forte pressão inflacionária na economia brasileira, após meses de resultados mais baixos e até negativos ao longo de 2025.
IGP-DI é calculado pela FGV.
O IGP-DI é calculado pela Fundação Getulio Vargas e acompanha a variação de preços no atacado, na construção civil e no consumidor. O índice costuma ser observado pelo mercado financeiro por antecipar movimentos da inflação em diferentes setores da economia.
A alta de abril representa uma das maiores variações mensais da série recente apresentada. O indicador vinha de uma sequência de desaceleração ao longo de 2025, incluindo períodos de deflação. Em junho do ano passado, por exemplo, o índice registrou queda de 1,80%, enquanto em julho recuou 0,07%.
Nos primeiros meses de 2026, no entanto, o cenário mudou. Após subir 0,20% em janeiro, o IGP-DI passou para -0,84% em fevereiro, antes de acelerar para 1,14% em março e atingir 2,41% em abril.
O movimento pode refletir pressões maiores em preços no atacado, commodities, energia, câmbio e custos industriais. Como o índice também é usado como referência em contratos de aluguel, tarifas e reajustes financeiros, a aceleração tende a aumentar a atenção do mercado sobre os impactos da inflação nos próximos meses.
Economistas e investidores acompanham o indicador para avaliar possíveis efeitos sobre juros, custos das empresas e poder de compra da população. A divulgação ocorre em um momento de maior monitoramento sobre o comportamento da inflação no país em 2026.



