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Vibra Energia tem lucro de R$ 1,5 bilhão no 1º trimestre e amplia geração de caixa em meio à crise nos combustíveis

A Vibra Energia registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de

Imagem: Produção própria / Valious

A Vibra Energia registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 63% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A companhia também ampliou geração de caixa, reduziu a alavancagem e elevou margens mesmo em um cenário de forte pressão no mercado internacional de combustíveis. Os resultados foram divulgados nesta semana pela distribuidora.

O Ebitda ajustado da empresa somou R$ 3,2 bilhões entre janeiro e março, avanço de 58% em relação ao 1T25. Já a margem Ebitda ajustada subiu para R$ 350 por metro cúbico, acima dos R$ 215 registrados um ano antes.

Segundo a companhia, o trimestre foi marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio, que pressionou os preços internacionais de derivados de petróleo, principalmente diesel. Como o Brasil depende de importações para parte do abastecimento, o cenário elevou a volatilidade no setor.

A Vibra afirmou que ampliou importações e reforçou sua estrutura logística para manter o abastecimento de clientes e parceiros durante o período. A estratégia ajudou a empresa a ganhar espaço no mercado e acelerar a migração de postos bandeira branca para sua rede embandeirada.

O segmento de rede de postos foi um dos principais destaques do trimestre. O volume vendido cresceu 6%, para 5,5 milhões de metros cúbicos. O Ebitda ajustado da divisão avançou 74%, enquanto a margem Ebitda subiu 65%.

A empresa informou ainda que adicionou 155 novos postos durante o trimestre, encerrando março com 7.514 unidades.

No segmento B2B, que atende clientes corporativos, o volume cresceu 1%, impulsionado principalmente pelo combustível de aviação. As vendas de querosene de aviação avançaram 11%, apoiadas por novos contratos com companhias aéreas. O Ebitda ajustado da divisão cresceu 63%.

Apesar do avanço nas operações principais, a área de renováveis continuou pressionando os resultados da companhia. O Ebitda ajustado do segmento caiu 31% no trimestre. A empresa citou o impacto do curtailment — limitação na geração de energia — além de condições mais difíceis no mercado de trading de energia.

A geração de caixa também ganhou força no período. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 1,9 bilhão, alta de 101% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Com isso, a alavancagem caiu para 2,0 vezes, ante 2,4 vezes no trimestre anterior.

A companhia também destacou avanços regulatórios no setor de combustíveis, como a regulamentação do devedor contumaz e mudanças tributárias envolvendo a monofasia da nafta. Segundo a Vibra, as medidas ajudam a reduzir práticas irregulares e fortalecem a concorrência no setor.

No mercado financeiro, as ações da companhia encerraram março cotadas a R$ 31,62, acumulando valorização de 24% no trimestre, acima do desempenho do Ibovespa no mesmo período.

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