A Ultrapar (UGPA3) registrou lucro líquido de R$ 914 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 152% na comparação com o mesmo período do ano passado. A companhia, dona da Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e controladora da Hidrovias do Brasil, divulgou os resultados nesta terça-feira (6), destacando a forte recuperação operacional da área de distribuição de combustíveis e o crescimento do EBITDA da empresa.
O EBITDA ajustado recorrente da Ultrapar somou R$ 2,32 bilhões entre janeiro e março, avanço de 96% em relação ao 1T25. A receita líquida chegou a R$ 36,8 bilhões, crescimento de 10% no período. Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado principalmente pela melhora operacional da Ipiranga e pela consolidação dos resultados da Hidrovias do Brasil.
Ipiranga impulsiona resultado da Ultrapar (UGPA3) no 1T26
A Ipiranga foi o principal destaque do trimestre. O EBITDA ajustado recorrente da operação atingiu R$ 1,67 bilhão, mais que o dobro do registrado um ano antes. A margem EBITDA recorrente subiu 87%, para R$ 276 por metro cúbico vendido.
De acordo com a Ultrapar, a melhora da Ipiranga foi favorecida pelo avanço no combate às irregularidades no setor de combustíveis, aumento do volume de vendas e ganhos com importação de diesel em um cenário de alta dos preços internacionais. O volume total vendido pela distribuidora cresceu 8% no trimestre.
A companhia também informou que investiu cerca de R$ 2 bilhões em capital de giro para ampliar importações e garantir o abastecimento do mercado brasileiro em meio à volatilidade internacional dos combustíveis.
Mesmo com o aumento do capital de giro, a Ultrapar reportou geração de caixa operacional de R$ 1,1 bilhão no trimestre, ante apenas R$ 3 milhões no mesmo período de 2025. Parte desse resultado, porém, foi sustentada por operações de fornecedores convênio, conhecidas como risco sacado. Sem esse efeito, haveria consumo de caixa de R$ 43 milhões, segundo a companhia.
Na área financeira, a empresa encerrou março com alavancagem de 1,5 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, abaixo das 1,7 vez registradas no fim de 2025. A dívida líquida ficou em R$ 12,3 bilhões.
Entre os negócios do grupo, a Ultragaz apresentou estabilidade operacional. O EBITDA recorrente da operação ficou em R$ 385 milhões, leve queda de 2% na comparação anual. Já a Ultracargo manteve EBITDA praticamente estável em R$ 165 milhões, apesar do avanço de 11% no volume faturado e da expansão da capacidade de armazenagem.
A Hidrovias do Brasil, por outro lado, teve desempenho mais fraco no trimestre. O EBITDA recorrente caiu 29%, para R$ 182 milhões, enquanto o volume transportado recuou 23%. A empresa atribuiu o resultado a desafios operacionais no Corredor Norte e aos efeitos da venda da operação de navegação costeira concluída em 2025.
A Ultrapar também destacou avanços em projetos de expansão logística, incluindo ampliações em Rondonópolis e Opla, além de medidas regulatórias consideradas positivas para o setor de combustíveis e



