O déficit público Brasil ultrapassou R$ 1,089 trilhão em 12 meses, mantendo o rombo em 8,48% do Produto Interno Bruto (PIB) e reforçando o nível elevado das contas públicas.
Só em fevereiro, o resultado foi negativo em R$ 100,6 bilhões. O resultado primário — que não inclui juros — ficou em déficit de R$ 16,4 bilhões, menor que o rombo de R$ 19,0 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. Já os juros da dívida somaram R$ 84,2 bilhões no mês e alcançaram R$ 1,036 trilhão em 12 meses, acima dos R$ 924 bilhões registrados no período anterior .
Na prática, isso significa que o governo continua gastando mais do que arrecada, e o pagamento de juros aumenta ainda mais esse saldo negativo. O resultado nominal, que inclui esses juros, mostra o tamanho total do desequilíbrio nas contas públicas.
Apesar de uma melhora no resultado primário em relação ao ano anterior, o nível geral do déficit permanece alto. Além disso, a dívida pública segue em trajetória de aumento: a dívida bruta chegou a 79,2% do PIB, enquanto a dívida líquida atingiu 65,5% do PIB, ambas com alta no mês.
Esse tipo de indicador é acompanhado de perto porque influencia diretamente a economia, afetando decisões financeiras, o custo do dinheiro e a percepção de risco do país.
O tamanho do déficit mantém as contas públicas sob pressão.



