A Eneva Pecém II movimentou R$ 872,3 milhões em uma operação que marca uma mudança relevante na atuação da empresa no setor de energia.
A Eneva vendeu 100% da Pecém II para a Diamante Geração de Energia. O ativo principal é uma usina termelétrica a carvão com capacidade de 365 megawatts (MW). O valor considera uma dívida líquida de R$ 186,3 milhões e ainda pode aumentar em até R$ 149 milhões, dependendo de condições previstas no contrato.
Na prática, a operação envolve a saída de um ativo de geração a carvão, um tipo de energia baseado na queima de combustível fóssil, e a reorganização dos ativos da empresa. Ao mesmo tempo, a Eneva garantiu o direito de desenvolver um terminal de gás natural liquefeito (GNL), que é um tipo de gás armazenado em forma líquida para facilitar transporte e uso.
Antes dessa operação, a Pecém II era um dos ativos de geração da empresa no Nordeste. Agora, a Eneva mantém presença na região com novos projetos ligados ao gás natural, incluindo usinas que somam mais de 1.100 MW de capacidade contratada em leilões de energia.
O movimento chama atenção do mercado por envolver a venda de um ativo relevante e, ao mesmo tempo, a criação de uma nova estrutura de fornecimento de gás, ligada a contratos de longo prazo no setor elétrico.
Uma mudança que redefine como a empresa organiza sua geração de energia.



