O IGP-10 março 2026 registrou queda de 0,24%, após recuo de 0,42% em fevereiro, indicando desaceleração da deflação no período, segundo dados divulgados pelo FGV IBRE. O índice acumula -0,36% no ano e -2,53% em 12 meses.
O movimento foi influenciado principalmente pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,39%, após retração de 0,80%, refletindo a continuidade da queda em commodities relevantes como minério de ferro, soja e milho, ainda que com menor intensidade.
No varejo, houve forte desaceleração. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,03%, abaixo dos 0,50% de fevereiro, com recuo nas taxas de classes como educação, transportes e alimentação. Itens como passagens aéreas contribuíram para o alívio no período.
Na construção, o INCC subiu 0,29%, desacelerando frente aos 0,47% anteriores, com menores altas em materiais, serviços e mão de obra.
O IGP-10 mede a evolução de preços no produtor, consumidor e construção civil, sendo amplamente utilizado em contratos e reajustes. Em março, o indicador manteve trajetória negativa, mas com perda de intensidade na queda e desaceleração generalizada dos componentes.



