A energização Tangará ocorreu com cerca de 24 meses de antecedência em relação ao prazo regulatório de março de 2028, liberando uma Receita Anual Permitida (RAP) de aproximadamente R$ 35,1 milhões no ciclo 2025–2026, conforme comunicado da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (TAESA).
A RAP corresponde a 32,5% da receita total do projeto, estimada em R$ 108,3 milhões, indicando que a energização foi parcial, mas já suficiente para iniciar a geração de receita regulada. Os efeitos financeiros são retroativos entre 25 de fevereiro e 6 de março de 2026, com acréscimo de PIS/COFINS.
A energização inclui a liberação da SE Santa Luzia III (500, 230 e 138 kV) e o seccionamento da LT Açailândia – Miranda II C1 (500 kV), dentro do projeto Tangará, localizado nos estados do Maranhão e Pará.
No setor de transmissão, a RAP (Receita Anual Permitida) é a remuneração regulada paga às concessionárias pela disponibilidade da infraestrutura, sendo um indicador central de geração de caixa. A antecipação da energização reduz o tempo sem receita e antecipa o fluxo financeiro do empreendimento.
O projeto Tangará faz parte do lote 3 do leilão de transmissão nº 02/2022, possui extensão de aproximadamente 279 km e Capex regulatório de R$ 1,117 bilhão



