A recuperação extrajudicial da Raízen foi protocolada nesta quarta-feira (11) pela companhia e determinadas controladas na Comarca da Capital de São Paulo. O pedido busca reestruturar aproximadamente R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias do grupo.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o plano já conta com adesão expressa de mais de 47% dos credores financeiros quirografários, percentual suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial.
O processo foi estruturado de forma consensual entre a companhia e credores signatários com o objetivo de estabelecer um ambiente jurídico para negociação e implementação da reestruturação das obrigações financeiras. A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto na Lei 11.101/05 que permite renegociar dívidas com credores fora de um processo de recuperação judicial tradicional.
De acordo com a empresa, o plano pode incluir capitalização pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em participação acionária, substituição de créditos por novas dívidas, reorganizações societárias e venda de ativos.
A companhia informou ainda que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não abrange obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que seguem sendo cumpridas normalmente.



