O IGP-M fevereiro 2026 registrou queda de 0,73%, revertendo a alta de 0,41% observada em janeiro e indicando uma mudança de direção nos preços ao produtor e na inflação geral.
O resultado foi puxado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 1,18% no mês. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,30%, desacelerando em relação aos 0,51% de janeiro, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,34%, também em ritmo menor que o mês anterior. No acumulado do ano, o índice registra queda de 0,32%, e em 12 meses, recuo de 2,67%.
Na prática, isso significa que os preços no atacado caíram, principalmente devido à redução nos valores de matérias-primas. O IPA, que tem maior peso no índice, reflete os preços entre empresas, e sua queda indica menor pressão de custos na cadeia produtiva.
Em relação ao mês anterior, houve uma mudança clara de tendência, já que o índice saiu de alta para queda. A retração foi influenciada pela queda de commodities importantes, como minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%), além da desaceleração nos preços ao consumidor e na construção.
Para investidores e para a economia, o dado é relevante porque o IGP-M é amplamente utilizado em contratos, como reajustes de aluguel, e também serve como indicador da inflação no atacado, ajudando a entender o comportamento dos preços no país.



