A ISA Energia Piraquê operação começou com 17 meses de antecedência em relação ao prazo definido pela ANEEL, permitindo à companhia iniciar o recebimento de receita antes do previsto.
Segundo a empresa, o Bloco 2 do projeto entrou em operação comercial após a liberação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em 20 de março de 2026, com efeito retroativo a 12 de fevereiro. O empreendimento envolve quatro linhas de transmissão de 500 kV, totalizando 712 quilômetros e 1.438 torres, além da implantação da Subestação Capelinha 3 e da ampliação da Subestação Governador Valadares 6.
Na prática, isso significa que a companhia já pode receber recursos pela operação do projeto. Com a energização, a empresa passa a receber 91,5% da Receita Anual Permitida (RAP), estimada em R$ 343,1 milhões no ciclo tarifário 2025/2026.
O movimento ocorre antes do prazo estabelecido pela ANEEL, antecipando a entrada em operação de um projeto de transmissão de energia. O empreendimento possui investimento regulatório de R$ 4,4 bilhões e foi financiado por debêntures de infraestrutura.
Para investidores, o início antecipado da operação indica geração de receita mais cedo em um projeto relevante do setor elétrico, o que impacta diretamente o desempenho operacional da companhia.



