A Cemig resultados 4T25 registrou lucro líquido de R$ 1,88 bilhão, alta de 88% em relação ao mesmo período de 2024, mas o resultado ajustado — que exclui efeitos pontuais — caiu 12,3%, indicando um desempenho operacional mais fraco no trimestre.
O lucro reportado passou de R$ 998 milhões no 4T24 para R$ 1,88 bilhão no 4T25. Já o lucro ajustado recuou de R$ 1,17 bilhão para R$ 1,02 bilhão. O EBITDA (indicador que mede o resultado operacional antes de juros e impostos) subiu 54%, para R$ 2,95 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado caiu 6,5%. A receita líquida teve alta leve de 2,9%, somando R$ 11,5 bilhões, enquanto os custos totais cresceram 7,8%, acima da receita.
Na prática, isso significa que, apesar do lucro maior, a operação da empresa perdeu força. Parte relevante do resultado positivo veio de um efeito pontual ligado a um acordo sobre benefícios de funcionários, que teve impacto significativo no lucro. Sem esse efeito, os números mostram queda no desempenho operacional, com pressão de custos e redução em algumas áreas do negócio.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve redução na energia distribuída, com queda de 3,5% sem considerar geração distribuída e de 1,4% considerando esse fator. O consumo industrial também recuou, enquanto os custos operacionais aumentaram, o que contribuiu para a piora dos indicadores ajustados.
Para investidores e para o mercado, os dados mostram que o crescimento do lucro não reflete totalmente a atividade principal da empresa, já que o resultado foi influenciado por fatores não recorrentes, enquanto o desempenho operacional apresentou sinais de enfraquecimento no período.
Ao observar os números completos, o ponto central está na diferença entre o lucro elevado e a queda dos indicadores ajustados, que ajudam a entender melhor a real situação do negócio.



