O Focus divulgado pelo Banco Central mostrou alta nas expectativas de inflação e juros para 2026, enquanto as projeções de crescimento e câmbio tiveram mudanças marginais. A mediana para o IPCA subiu de 3,91% para 4,10%, avanço de 0,19 ponto percentual em relação à semana anterior, e a estimativa da Selic foi elevada de 12,13% para 12,25%.
O relatório Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos do país e serve como referência para avaliar a percepção do mercado sobre inflação, atividade econômica e política monetária.
Entre os indicadores de atividade, a projeção para o PIB de 2026 subiu levemente de 1,82% para 1,83%, indicando estabilidade na perspectiva de crescimento econômico.
No mercado de câmbio, a estimativa para o dólar recuou marginalmente de R$ 5,41 para R$ 5,40. Já o IGP-M, índice de inflação amplamente utilizado em contratos de aluguel e tarifas, teve a projeção revisada de 3,19% para 3,40%.
Os preços administrados, que incluem tarifas públicas como energia e combustíveis, também tiveram revisão para cima. A expectativa para o IPCA administrados passou de 3,67% para 3,85%.
No setor externo, as projeções indicaram melhora marginal das contas externas. O déficit em conta corrente foi revisado de US$ 67,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões, enquanto o superávit da balança comercial subiu de US$ 69,09 bilhões para US$ 69,56 bilhões.



