O prejuízo da Cosan totalizou R$ 5,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, redução de 38% em relação ao prejuízo de R$ 9,3 bilhões registrado no mesmo período de 2024, segundo o relatório de resultados divulgado pela companhia. A melhora de R$ 3,5 bilhões foi influenciada principalmente por efeitos contábeis registrados no período comparativo anterior.
No acumulado de 2025, a companhia reportou prejuízo de R$ 9,7 bilhões, praticamente estável frente ao resultado negativo de R$ 9,4 bilhões em 2024, variação explicada principalmente pelo desempenho da investida Raízen no resultado de equivalência patrimonial.
O EBITDA sob gestão da Cosan, indicador que mede a geração operacional de caixa das empresas do portfólio antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 7,8 bilhões no 4T25, queda de 3% na comparação anual. No acumulado de 2025, o indicador somou R$ 26,5 bilhões, retração de 15% frente a 2024.
Entre as empresas do portfólio, a Rumo registrou EBITDA de R$ 1,8 bilhão, alta de 8% no trimestre. Já a Compass teve queda de 25%, para R$ 1,1 bilhão, enquanto Moove recuou 2%, para R$ 292 milhões. A Radar apresentou EBITDA de R$ 1,4 bilhão, redução de 6%, e a Raízen registrou R$ 3,15 bilhões, queda de 2%.
Na estrutura financeira, a dívida líquida expandida do corporativo encerrou o trimestre em R$ 9,8 bilhões, redução de 58% em relação aos R$ 23,5 bilhões registrados no 4T24. A queda reflete principalmente operações de aumento de capital, venda de participação em ativos e variações cambiais favoráveis.
A companhia terminou o período com caixa e equivalentes de R$ 16 bilhões, aumento significativo em relação ao ano anterior.



