O EBITDA Ajustado 4T25 da Auren atingiu R$ 1,0 bilhão, alta de 13,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando somou R$ 889,8 milhões. No acumulado de 2025, o indicador totalizou R$ 4,0 bilhões, avanço de 19,9% frente ao ano anterior em base proforma.
O crescimento do trimestre inclui impacto positivo de R$ 142,8 milhões referente ao reconhecimento da indenização de investimentos prudentes da CESP. Desconsiderando esse efeito, o EBITDA Ajustado teria sido de R$ 866,9 milhões, o que representaria queda de 2,6% na comparação anual.
A receita líquida do quarto trimestre somou R$ 3,8 bilhões, aumento de 5,6% em relação ao 4T24. O resultado líquido foi positivo em R$ 354,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 363,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
No desempenho operacional, a geração total própria e de participações atingiu 3.474 MW médios no trimestre, recuo de 7,8% frente ao 4T24. A geração hidrelétrica caiu 10,8%, enquanto a eólica recuou 4,9% e a solar 5,9%.
O GSF (Generation Scaling Factor), indicador que mede o nível de geração hidrelétrica frente à garantia física no MRE, ficou em 67% no 4T25, ante 80% um ano antes. Já o PLD médio do submercado Sudeste/Centro-Oeste foi de R$ 265/MWh, acima dos R$ 218/MWh do 4T24.
A alavancagem encerrou o trimestre em 4,8 vezes Dívida Líquida/EBITDA Ajustado, abaixo das 5,7 vezes registradas no mesmo período do ano anterior.
O principal ângulo do trimestre é a alta do EBITDA Ajustado 4T25, combinada com pressão operacional decorrente de menor geração e piora do GSF.



