Raízen 3T 25/26 apresentou retração no segmento de Etanol, Açúcar e Bioenergia (EAB) e crescimento na distribuição de combustíveis, conforme resultados do terceiro trimestre da safra 2025/26.
No EAB, a cana moída totalizou 10,6 milhões de toneladas no trimestre, queda de 23,2% em relação ao mesmo período da safra anterior. A redução foi influenciada por condições climáticas adversas, como queimadas, irregularidade das chuvas e geadas, além da hibernação de usinas e do processo de otimização do portfólio. A produção de açúcar recuou 17,9%, para 671 mil toneladas, enquanto a de etanol caiu 19,3%, para 503 mil m³. Em contrapartida, a produção de etanol de segunda geração (E2G) superou 39 mil m³, mais que o dobro do registrado um ano antes.
O EBITDA ajustado do EAB somou R$ 1,23 bilhão no trimestre, queda de 33,6% na comparação anual. O desempenho refletiu menor diluição de custos fixos, redução de volumes vendidos e preços mais baixos de açúcar e bioenergia. Os custos unitários foram pressionados pela menor moagem, apesar de ganhos de eficiência operacional e redução de despesas com vendas.
Na distribuição de combustíveis no Brasil, os volumes vendidos cresceram 11,6%, para 7,6 milhões de m³, com destaque para o diesel, que avançou 18,1%. O EBITDA ajustado do segmento alcançou R$ 1,63 bilhão, alta de 50,5% na comparação anual, enquanto a margem EBITDA ajustada subiu para R$ 215 por m³. O resultado foi influenciado pela expansão de volumes, ganhos de eficiência operacional, melhor gestão logística e otimização da estrutura.
Na Argentina, os volumes vendidos cresceram 4,5%, para 1,8 milhão de m³. O EBITDA ajustado ficou em US$ 108,4 milhões no trimestre, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho considerou a conclusão do projeto de modernização da refinaria de Buenos Aires, parcialmente compensado por efeitos cambiais e volatilidade nos preços do petróleo.




