O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos registrou alta de 0,2% em novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS). O resultado veio em linha com as expectativas do mercado e confirma uma retomada da pressão inflacionária na cadeia produtiva, especialmente puxada pelos preços de energia.
Na comparação anual, o PPI acumulou alta de 3,0% em 12 meses, mostrando que os custos para produtores seguem elevados, mesmo após tentativas de desaceleração ao longo do ano.
Energia foi o principal vilão
O avanço mensal foi fortemente influenciado pelos bens de demanda final, que subiram 0,9%, o maior aumento desde fevereiro de 2024. Mais de 80% desse movimento veio da energia, com destaque para:
Gasolina: +10,5%
Energia para consumo final: +4,6%
Diesel e querosene de aviação também registraram altas relevantes
Em contrapartida, preços de alimentos para consumo final ficaram estáveis, ajudando a conter uma pressão ainda maior.
Núcleo do PPI segue pressionado
O núcleo do índice — que exclui alimentos, energia e serviços comerciais — avançou 0,2% em novembro, após uma alta expressiva de 0,7% em outubro. No acumulado de 12 meses, esse núcleo subiu 3,5%, o maior patamar desde março, reforçando a leitura de inflação persistente.
Demanda intermediária também sobe
Os preços na demanda intermediária aumentaram 0,6%, puxados novamente pela energia, com destaque para:
Diesel: +12,4%
Gás natural: +10,8%
Isso indica que a pressão nos custos ainda não foi totalmente repassada ao consumidor final, o que pode gerar impactos futuros no CPI.
O que o mercado observa agora?
Com a inflação ao produtor mostrando sinais de resistência, investidores voltam a questionar:
Quando o Fed poderá cortar juros?
A inflação realmente está sob controle?
Qual o impacto disso em ações, dólar e criptomoedas?
O próximo dado do PPI de dezembro de 2025 será divulgado em 30 de janeiro de 2026 e deve ser decisivo para ajustar expectativas sobre política monetária nos EUA.





