O PMI Brasil março 2026 caiu para 49,9, saindo de 51,3 em fevereiro, e indica que a atividade econômica praticamente parou, enquanto os preços seguiram em alta e a demanda perdeu força no período.
Nos serviços, o índice recuou de 53,1 para 50,1, uma queda de 3 pontos, mostrando que o setor saiu de crescimento para estabilidade. Ao mesmo tempo, os novos pedidos entraram em queda pela primeira vez em cinco meses, e os custos de insumos registraram o aumento mais rápido em quatro meses. Os preços cobrados pelas empresas subiram no ritmo mais forte desde outubro no setor de serviços e desde fevereiro de 2025 no total da economia.
A desaceleração foi puxada principalmente pela redução da demanda, com empresas relatando menor entrada de clientes e queda nas vendas, especialmente em serviços ao consumidor e nos setores financeiro e de seguros. Ao mesmo tempo, os custos aumentaram com itens como combustível, alimentos, frete, mão de obra e serviços, levando empresas a reajustarem preços para proteger suas margens.
Na prática, o PMI é um indicador que mede se a economia está crescendo ou encolhendo: acima de 50 indica crescimento, abaixo de 50 indica queda. Com o índice em 49,9, o dado mostra que a atividade ficou praticamente parada, enquanto os preços continuam subindo.
Em comparação com fevereiro, houve uma mudança clara: antes a economia estava em crescimento moderado, agora está em nível próximo da estagnação, com queda na demanda e aumento mais forte dos custos.
Para o mercado, o principal destaque é essa combinação: atividade enfraquecendo enquanto os preços sobem, mostrando um cenário de pressão nos custos com perda de ritmo econômico.
A economia desacelerou — mas os preços não.




